Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

Editora Navras: mantenha distância.



Por Pintinho Amarelinho.


Realmente acho lamentável ser obrigado a chegar num patamar como esse, mas envio esse texto para o Literatura Fantástica Brasileira para informar o triste caso que envolve a Editora Navras.

O senhor Gustavo Gonçalvez, Diretor Presidente e Editor Geral na Editora Navras foi mais um dos que conseguiram enfiar ralo abaixo a reputação das editoras no Brasil, além da dele própria.
Não sei se foi por má fé, falta de competência ou desejo de dar o passo maior que a perna, mas a verdade é que de uns tempos pra cá a referida editora parece ter deixado de dar satisfações sobre o andamento das antologias que promove, inclusive sendo elas no molde do "pague e entre".
Não me interessa se os caminhos que estou seguindo para reaver o que me é de direito são ou não os corretos, o que me interessa é que diante do silêncio desse senhor - que não responde e-mails ou contatos via Facebook - só resta expor o caso ao público, de forma que ninguém mais caia nessa armadilha chamada Navras.
Mas, uma - ou algumas - imagens valem mais que mil palavras.
Apesar de o senhor Gustavo Gonçalves ter alterado as configurações de privacidade do Facebook dele na vã tentativa de o escândalo não se tornar público, eu copiei tudo o que está rolando e envio junto com a matéria para que todos estejam cientes do que ocorre.
Percebam que o dito cujo em momento algum se manifesta, porém, continua publicando em seu Facebook normalmente, ignorando totalmente o que está acontecendo e não dando a menor satisfação aos envolvidos.



Provavelmente haverão outras matérias sobre o caso aqui no blog porque soube que muita gente vai meter a boca no trombone.
O mais deprimente é a hipocrisia desse senhor, conforme podemos ver nos comentários de quem trabalhou com ele, pelo fato de ficar difamando quem um dia lhe estendeu a mão, como ajuda.
Tem escritores que trabalham com ele, até mesmo alguns sendo "imortais em academias" que foram massacrados em conversas que tive com ele e que, mesmo assim, ele colocou no colo - não sei se literalmente - e o dito cujo participa de uma porrada de antologias dele.
Concluo portanto que para Gustavo Gonçalves o que vale não é a qualidade do material que enviam para ele, mas sim se a pessoa em questão está disposta a contribuir com a quantia por ele estipulada.
Mau-caráter, hipócrita, incompetente, ladrão e manipulador, para dizer o mínimo sobre esse cidadão.
Mas isso não vai ficar assim, esse senhor angariou recursos dos participantes nas antologias e não prestou contas das mesmas, de forma que isso caracteriza apropriação indébita dos valores.
Estamos falando de dinheiro e não apenas de reputação, e quando se fala de dinheiro a coisa fica bem mais complicada senhor Gustavo Gonçalves, esteja certo disso.
Não sei dizer o que pode ter levado a editora a desandar dessa forma, mas seja qual tenha sido, acredito que o mínimo que o senhor Gustavo deveria ter feito era ter dado uma satisfação aos escritores que participam dos seus projetos.
Mas o erro também foi meu por não ter percebido o mau-caratismo do cidadão ao ficar de leva e traz entre os escritores, falando mal de um e de outro. Isso já mostrava que alguma coisa estava errada, mas diante do universo que me foi prometido, acabei não dando atenção ao fato.
Águas passadas não movem moinhos, e não adianta ficar martelando em conjecturas.
Navras, nunca mais!

Nota do Literatura Fantástica Brasileira:

Mais um caso das antologias pagas que já cansamos de denunciar aqui no blog. Editores prometem mundos e fundos para que aspirantes a escritor participem desses projetos, mas após receberem os valores solicitados deixam de dar atenção, entregam um trabalho porco ou (como exemplifica a Navras) não entregam o trabalho.
Editoras como a Literata, Draco e Tarja, por exemplo, adoram trabalhar dessa forma, o que chamamos de "pague e entre" ou "pague para entrar e reze para sair", e não são poucas as queixas de que o serviço realizado deixa muito a desejar.
A Tarja há fechou as portas e esperamos que as demais sigam o mesmo caminho porque de lixo o meio literário está mais do que saturado.
Quando será que o povo vai aprender?

Entre em contato: litfanbr@gmail.com


8 comentários:

  1. Aqui no Brasil é assim. O novo escritor tem que abaixar as calças e ainda comprar a vasilina....Você paga e ainda tem que pedir pelo amor de Deus para conseguir o seu livro...Se viver faltando páginas, com erros de portugues ou diferente do combinado. Você é o culpado ! Depois disso tudo, vc ainda tem que se fazer de vendedor/marketeiro para vender / doar algumas dezenas de obras para os amigos...É de phoder

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  2. Há algum tempo (ano passado, precisamente) eu e o Gustavo mantivemos contato e discutimos sobre a possibilidade de publicar meus livros. Não firmamos nenhum acordo por eu não ter concordado com algumas ideias que ele tinha sobre meus trabalhos. O que me casou estranheza foi o fato de que ele metia o pau em alguns "escritores" do meio e em seguida esses mesmos "escritores" começaram a trabalhar com ele. Sinceramente me senti aliviado por não ter trabalhado com ele, porque não me misturo com certas pessoas do meio literário, e mais aliviado ainda quando fiquei sabendo desses problemas todos. Por essas e por outras é que não me arrependo de ser escritor independente e, assim, não ter que me deparar com esse tipo de coisa. Como diz o velho ditado: "Antes só do que mal acompanhado".

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  3. Muitos já aprenderam.

    Nunca participei de antologia paga, pois sempre achei um absurdo pagar um dinheirão pra ter apenas uma página num livro cheio de outras histórias e autores. Mas já participei de duas através de seleção (ou melhor, somente uma foi concretizada): Extraneus 1, da Ed. Estronho, e Insanidade, que era da Multifoco, mas que foi cancelada antes mesmo de tudo, e JAMAIS houve um comunicado formal: só tive a certeza do cancelamento do trabalho quando a comunidade do livro no Orkut foi deletado pelos organizadores. Apesar de contrato assinado, nem um "sinto muito, idiota" foi passado a mim.

    Da Tarja, certa vez enviei trabalhos para a seleção de três antologias (de proposta até muito bacana) que eles pretendiam lançar. Levou-se UM ANO APÓS a data que deveria ser de divulgação dos selecionados para que viessem a público nos dar alguma explicação e notificação do cancelamento. Isso sem contar a "simpatia" de um dos editores (já que o outro nunca se manifestava), um casca-grossa e invejoso crônico, que falava mal do trabalho dos outros sendo que ele próprio jamais lançou um livro, mesmo sendo dono de editora e participando de antologias de vez em quando. Confesso que foi com alegria que recebi a notícia da falência dessa editora. Tudo que vai, volta - o mundo gira e a vida é um bumerangue.

    A Draco, que para mim segue a mesma tendência, apesar de ter pessoas boas trabalhando com ela, parece criar chamadas para antologias apenas como uma forma de marketing, pois parece não ser de sua intenção realmente selecionar reles estranhos fora de seu clube. Isso sem contar que há ali a criatura mais antipática e amargurada que existe nesse meio literário brasileiro amador (SIM, pq esse meio É AMADOR), um velho que se acha o suprassumo da literatura e que não tem pudor algum de detonar o trabalho de quem quer que seja, desde que seja fora de sua panelinha. Gente que avalia um texto aconselhando a desistir da atividade, porque ele ACHA que o autor não serve pra isso, não merece o respeito e confiança de ninguém. Certa vez ele foi ao meu blog, chamar a minha atenção nos comentários, me chamando de sem-noção só por eu ter publicado em sua preciosa comunidade do Orkut (que, aliás, grande merda já falido) uma divulgação para o sorteio do livro O Hobbit. Ele ficou indignado com isso, dizendo que eu era sem-noção por publicar o livro da editora CONCORRENTE na comunidade deles! Bem, só pude responder que se ele acha que a Draco é concorrência para a Martins Fontes, eles deveriam rever o próprio auto conceito, pois presunção pouco é bobagem! A esta, sua hora também chegará.

    Resumindo: hoje só quem quer, publica por editoras. Se o cara quer pagar, problema é dele, que seja feliz com isso e não leve prejuízos. Mas, com a entrada da Amazon Kindle no Brasil, muita coisa começou a mudar e mudará ainda mais!

    Hoje, escreve e publica quem quer e como quer. Não há lei de Deus ou dos homens que impeça alguém de escrever e levar ao público da forma que hoje pode escolher.

    Ser independente é o melhor e é o que eu aconselho, especialmente aos autores já consagrados, que apenas estão marcando touca ao proporcionar dinheiro fácil para essas editoras (seja pequena ou grande, seja por demanda ou não). Ser independente, sim, mas com qualidade: se puder pagar por todos aqueles serviços essenciais (revisão, copidesque, leitura crítica etc), melhor, faça isso! Se não puder - como a maioria de nós - se vira nos 30 - mas ofereça o seu melhor possível, sempre!

    A única coisa hoje em dia que o autor realmente precisa é de LEITORES. Eles é que deveriam ser a parte mais importante a ocupar a mente dos autores depois de sua obra pronta, e não picaretas oportunistas travestidos de editores.

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    1. Sinceramente, depois da Amazon, me vejo como autora independente para sempre ♥

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  4. Tenho um livro digital publicado pela Navras, e não cabe, no momento, falar sobre os problemas que passei.

    Acompanhei de longe, a situação das antologias. Tive contato apenas com a do cemitério, que teve sua versão digital publicada, e cuja versão impressa prometia algo de muita qualidade. Eu mesmo achei que o conteúdo ficou muito bom, e o que posso dizer? Tudo fruto de trabalho voluntário das pessoas envolvidas.

    Em novembro do ano passado, a casa caiu e todo mundo que estava prestando apoio a editora, saiu. Mas não antes de entregar os trabalhos concluídos, restando apenas a diagramação e impressão dos livros.
    Foi a mesma época em que retirei a versão impressa do meu livro da Navras e fiz com outra editora.
    Mas como podemos ver, a situação das antologias continua pendente.

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  5. Sobre o velho que se acha o suprassumo da literatura que publica na Draco.

    Se alguém não sabe, a única razão dele ser publicado é porque tem parentesco com o dono da Draco.

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  6. que coisa mais feia oque esse senhor fez c/ as pessoas

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