Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Entrevista...

Oscar Mendes Filho


Por Equipe Literatura Fantástica Brasileira.

E eis nossa segunda entrevista aqui no blog.

Após muita insistência outro dos fundadores do LitFanBR aceitou conversar com a gente, e ao contrário da primeira, quando entrevistamos Astrid Underground, essa foi feita utilizando o Whatsapp e, posteriormente, transcrita.

A conversa está sendo publicada na íntegra, exigência feita pelo Oscar Mendes Filho, o entrevistado da vez, então alertamos que há uma boa quantidade de palavrões.

Essa entrevista bastante reveladora provavelmente dará muito pano pra manga.

Vamos à ela.

- Como vai Oscar? Primeiramente agradecemos pela entrevista e logo de cara vem a pergunta: por que tanta relutância em cedê-la?

Eu vou bem, obrigado. Relutância porque acho que não tem porquê voltar à assuntos como o Literatura Fantástica ou o meio literário. Não é novidade pra ninguém que me aposentei. Então acho que não tem ninguém interessado nas minhas opiniões. Mas já que fazem tanta questão... vamos lá.

- Você se aposentou também do meio literário ou apenas do Literatura Fantástica Brasileira?

Dos dois. Do blog, como vocês devem estar cansados de saber, já tem mais de ano, se não me falha a memória. Do meio literário, lancei meu último livro agora no começo de 2016 e fechei a conta.

- E por que essa aposentadoria tão precoce?

Motivos particulares, e com treze livros lançados acho que já escrevi sobre tudo o que queria escrever.

- Você tem treze obras voltadas ao terror, mas curiosamente esse último não é voltado a esse gênero, por quê?

Isso, esse último chama “Você quer ser escritor?”. De cara dá a impressão de ser um tipo de livro de autoajuda ou de manual pra escritor, mas é uma autobiografia onde falo sobre minha história dentro do meio literário. Não teria lógica eu escrever algum tipo de coisa no estilo "como escrever" ou "como agir" sendo que sempre abominei quem costuma fazer isso, e também porque nunca fui um exemplo a ser seguido, pelo menos na literatura. Claro que as pessoas podem tirar lições legais quando lerem o livro, e podem aplicar na carreira delas, mas quis fazer um resumo de tudo o que vivi desde que comecei a escrever. É um livro leve, bem-humorado, sarcástico, exatamente pra selar a carreira, sem maiores pretensões. Coloquei uns capítulos dele no Wattpad, quem quiser ler, é só procurar lá e vai entender melhor do que se trata.

- Mas você tem muitos fãs dos seus trabalhos e ainda tem muita lenha pra queimar. Difícil entender o que te fez parar. Acho que seus fãs gostariam de saber o motivo de você os deixar órfãos...

Do jeito que você fala parece que fica uma multidão na porta da minha casa implorando por um novo livro, quem me dera... Ninguém ficará órfão de nada não. Olha, vou contar uma coisa que pouca gente sabe, mas como você mesmo disse, acho que os leitores dos meus livros merecem uma satisfação: bom, quem acompanha minha carreira sabe que eu gosto de pesquisar sobre o assunto que tô escrevendo, pouca gente faz isso, mas eu faço, pra saber do que estou falando, passar credibilidade, não escrever besteira. Durante a criação de alguns livros aconteceram umas coisas, como eu posso dizer, "curiosas", mas que não dei importância, não liguei na época. Antes de decidir escrever esse último livro, que não tem nada a ver com horror, eu tinha planos pra um novo livro de horror e comecei a pesquisar sobre o assunto que tinha na cabeça, como faço sempre. Olha, acabei encontrando coisas que me fizeram deixar de querer escrever sobre o horror, coisas pesadas, sinistras de verdade. Isso me fez ver que aquelas coisas "curiosas" que tinham acontecido comigo não eram coisa da minha cabeça, não eram coincidências, estavam ligadas à esse universo em que eu estava mergulhado, com as coisas que eu mexia, coisa sombria, negativa... Se eu fosse solteiro provavelmente nem me preocuparia, pagaria pra ver e seguiria em frente pra ver no que dava, mas tenho uma família, tenho que entender que outras pessoas podem se envolver nessas coisas, podem acabar sendo prejudicadas, então resolvi pendurar as chuteiras. Poderia seguir na literatura por um caminho mais light, superficial, mas o light não me interessa, então encerrei a carreira com o "Você quer ser escritor?" e coloquei um ponto final. Estou feliz do jeito que estou, minha família tá bem, minha consciência tá tranquila e é isso que importa, tem muita coisa que dinheiro não compra, e paz de espírito é uma delas.

- Você se importaria de dizer o que foram essas coisas "curiosas" ou o que você encontrou que o fez largar tudo desse jeito?

Sim, eu me importo, não vou falar o que foi. Essas coisas "curiosas" só minha esposa sabe o que foi que aconteceu, mas sobre o que eu encontrei eu prefiro não falar nada, pode aguçar o interesse das pessoas, e não quero isso. Alguém que quer encarar aquele tipo de coisa tem que estar preparado, não é pra todo mundo, não é pra mim, então deixa pra lá. São coisas que mexem com a mente, de verdade, bizarras mesmo. Do que adianta eu escrever sobre aquilo, ganhar dinheiro, mas não ter paz de espírito? Ficar preocupado com meus filhos e minha esposa? Não, não vale a pena, existem outras formas de ganhar a vida, o dinheiro não é tudo.

- É interessante saber que você mergulha tão fundo no assunto sobre o qual está escrevendo. até chegar a um ponto desses. Desde o início foi assim? Como você ingressou no meio literário?

Olha, na boa, acho que já dei entrevista falando sobre isso, é só procurar no Google, e o resumo da minha vida literária tá no meu último livro, se eu contar tudo quem vai ler ele? Já disse que me aposentei, o mundo literário ficou pra trás, é página virada, estou em outro estágio da minha vida. No meu site tem os links de todas as entrevistas que já concedi.

 - Mesmo assim, tendo largado a literatura, você está organizando uma antologia em comemoração ao aniversário do seu blog, o Prisioneiro da Eternidade, né?

Não entendi o que uma coisa tem a ver com a outra, mas beleza. Olha, não estou organizando uma antologia, entrei em contato com uns colegas pra comemorar o aniversário do blog. Ele completa dez anos em agosto. Eles enviam contos e eu publico. Vou publicar um por dia durante o mês de agosto igual fiz no aniversário de cinco anos, a mesma coisa.

- Mas as publicações do aniversário de cinco anos deram origem à uma antologia.

Não sei se dá pra chamar de antologia, alguém decidiu reunir os contos publicados em uma publicação em pdf, mas nunca foi esse o objetivo, e nem é agora. Só não quero que a data passe em branco, não é todo dia que um blog que trabalha o gênero horror completa dez anos de existência, tem muito adolescente com blog fogo de palha por aí, com muita porcaria publicada, e que caíram no ostracismo, o Prisioneiro da Eternidade, ainda que não tenha tantas publicações como já teve no passado, segue firme e forte e com uma quantidade impressionante de visualizações.

- Mas a mesma coisa pode acontecer dessa vez? Pode nascer outro pdf?

Se alguém quiser juntar tudo e distribuir o arquivo, qual o problema? Essa antologia eu nem incluo na lista dos livros que lancei, pra falar a verdade nem sei se ainda tá disponível em algum lugar.

- Se você declarou sua aposentadoria, qual a necessidade de prosseguir com o blog?

O blog não é feito apenas de lançamentos, nele eu publico um monte de coisas sobre minha vida literária. Eu parei de escrever, mas não morri. Por exemplo, essa entrevista, eu vou publicar no blog a notícia sobre ela, assim como poderei publicar a notícia da adaptação de um dos meus livros pro cinema.

- Sério? Há algum projeto nesse sentido?

Em adaptação pro cinema? Não sei, pergunta pros caras de Hollywood.

- Normalmente as pessoas de sucesso possuem um imenso carisma e se esforçam para serem simpáticas com os fãs e com a mídia, para assim promoverem seus trabalhos. Creio que, curiosamente, esse não seja o seu perfil.

Acho que o sucesso deve ser baseado na qualidade do trabalho que a gente faz. Eu escrevia, malemá fazia as capas pros meus livros, não tenho vocação para ser promoter ou relações públicas. E não tô sendo antipático, se é isso que você tá insinuando, só não quero mais falar do meio literário, deixei isso claro antes de iniciar a entrevista e mesmo assim vocês quiseram me entrevistar, não foi? Cheguei numa fase em que prefiro ter paz do que ter razão, o meio literário segue, a vida segue, minhas opiniões não tem mais importância então é perda de tempo ficar falando sobre uma coisa que não interessa pra ninguém, nem mesmo pra mim. Quem quiser ler meus livros é só procurar na Amazon e no Clube, eles continuam lá, só que eu não me envolvo mais em assuntos do meio literário.

- Nos últimos anos seus trabalhos foram voltados mais para o lado jornalístico do que o literário. Você já planejava sair da literatura? Poderia falar um pouco a respeito?

Claro. Durante um ano eu fui colunista e editor-chefe do site Bastidores da Informação, onde escrevia sobre o horror. Eu tinha uma coluna, o Arquivo do Horror, eles ainda republicam textos meus lá. Mas publiquei também textos sobre MMA e outros assuntos, fora da coluna, o horror não é o único assunto que me interessa e sobre o qual escrevo. Também era o responsável por editar todas as matérias do site, era o editor-chefe, foi legal porque eu lia sobre diversos assuntos, lia os trabalhos de todos que contribuíam com o site. Isso me enriquecia de informações, mas eu saí da equipe em fevereiro desse ano, ou março, se não me engano. Levava as duas carreiras, na boa, ainda não pensava em sair da literatura quando entrei pro Bastidores, mas acabou acontecendo.

- E por que saiu do Bastidores?

Acho que na vida tudo são ciclos, assim como meu ciclo na literatura chegou no fim, o no Bastidores também chegou. Eu abandonei o horror, e minha atividade principal no site era minha coluna sobre horror, então como parei de escrever sobre isso a coluna acabaria. Deixar de ser o editor-chefe? Não sei, perdi a vontade de escrever, perdi o tesão em tudo o que se refere à escrita. Minha esposa diz que é crise de meia idade, pode ser isso mesmo, mas sou do tipo que não gosta de fazer alguma coisa sem ter vontade porque não sai nada que preste. Se é pra fazer alguma coisa forçado prefiro não fazer, não faço coisas pelas coxas, se decido fazer é pra fazer bem feito, pelo menos é a minha intenção, agora se sai bem feito...

- Foi por esse mesmo motivo que saiu da organização do LitFanBR?

Esse é um assunto engraçado. Sabia que ainda tem gente que não sabe que sou um dos criadores do blog? É, tem gente que ainda não sabia, então sabe agora. E também tem gente que acha que eu ainda faço parte da equipe dele. Mas sai do blog porque perdi a vontade, também. Era muita dor de cabeça e eu queria, na época, focar nos meus livros, então deixei na mão de um outro pessoal, o blog não precisava mais de mim, tinha um pessoal legal interessado em seguir com ele, tanto que ele existe até hoje, graças à vocês. Mas mesmo depois de ter largado o blog eu cheguei a mandar umas matérias pra que publicassem, só que os responsáveis pela organização já era um outro pessoal.

- Quando você deixou a equipe do blog os outros membros que o ajudavam também saíram?

Puts, eu não lembro. Acho que a Astrid ainda continuou na organização, o Chutenacara, que eu prefiro chamar de Ted - risos - eu sei que saiu, o filho dele tinha nascido e ele tava de saco cheio do blog, mas acho que ainda mandou alguma coisa depois de sair. A Astrid foi a que seguiu mais tempo, ela tinha estômago pra ficar no meio das panelinhas da literatura, ela se divertia, gostava de ver o pessoal esperneando nos eventos por causa das matérias. Mas ela saiu também, daí assumiu a "segunda geração" de "exilados da literatura" e agora, por último, vocês, a "terceira".

- Por que "exilados da literatura"?

Porque é assim que a "nata" da literatura chama quem participa aqui do blog. Ela acha que pra um cara começar a escrever pra cá ele é um escritor de bosta, que ninguém lê, daí ele fica revoltado e começa a escrever matérias pro blog pra se vingar da humanidade. O povo não entende que quem escreve é porque tá de saco cheio das coisas erradas que acontecem nos bastidores do meio literário, então é mais fácil meter o pau no pessoal, tentar tirar o crédito do blog, fingir que não lê o que publicam aqui. Acho que fazendo assim eles se sentem melhor, ou assim as porradas devem doer menos, sei lá. Mas o que essa gente pensa ou fala de mim nunca me interessou, ainda mais agora, que tirei o time de campo, deixe eles se matarem, não devo nada pra ninguém.

- Como foi a experiência de criar e manter por tanto tempo um blog que atingiu tamanha reputação como o LitFanBR?

Foi interessante, toda experiência é interessante porque serve como aprendizado, e também gratificante porque com o blog eu sei que ajudei muita gente que procurava um norte dentro do meio literário, e também serviu pra colocar algumas pessoas em seus devidos lugares e mostrar quem eu sou.

- E quem é você?

Hoje sou um pai de família que tem uma vida tranquila e que segue por um caminho que me faz feliz.

- E, na época em que escrevia para o blog, quem era Oscar Mendes Filho? O que você queria mostrar, como acabou de dizer?

Um escritor que procurava escrever histórias com terror genuíno, sem essas palhaçadas românticas que muita gente escreve. Terror pra dar medo, não pra se apaixonar ou sentir tesão, terror de pesadelo mesmo, um tipo de terror que pouca gente tem culhão pra escrever, um terror não comercial, um terror pra quem é realmente fã da coisa.

- Mas no LitFanBR você não se referia aos seus trabalhos literários, você denunciava e descia o pau em editores, editoras e etc. Você disse que, com o blog, queria mostrar quem era, a que você se refere quando diz isso?

Verdade, eu descia mesmo o pau, mas em quem merecia. Eu queria mostrar e mostrei quem eu era, ou quem eu não era: não era um bundão que abaixava a cabeça pra editores cuzões e que fazia parte de panelinha de gente medíocre e mentirosa só pra vender um punhado de livros. Eu falava das péssimas experiências que tive dentro do meio literário, só que nunca inventei nada, falava a verdade, falava coisas que muita gente também viveu, essa gente concordava, em segredo, nos inbox, e que só eu tive coragem de falar, de caguetar. Nas conversas de inbox da vida um batalhão elogiava minha atitude, minha coragem, mas em público, mijavam pra trás... Sabe como é, não dá pra manchar a imagem de tia recatada ou de bom moço, é melhor ser vaquinha de presépio, pau mandado, baba-ovo, é mais cômodo, assim não se queima com ninguém, ainda que esse alguém seja algum filho da puta trapaceiro de editora fundo de quintal.

- Por que as pessoas tinham medo de endossar o que você denunciava ou até mesmo de tomarem iniciativa e fazerem as denúncias?

Foi como acabei de falar: medo de se queimar. Cada um sabe onde o calo aperta. Medo, rabo preso, vergonha, sei lá, cada um é cada um e sabe o que deve fazer ou não. Sempre fui um autor independente, nunca devi nada pra editor nenhum, por que eu tinha que ter medo? Por que eu tinha que ver coisas absurdas e ficar quieto? Não compactuo com coisa errada, não me educaram pra ser assim. Sempre fui um cara transparente, em tudo na vida, e falo o que precisa ser falado. Uns chamam de sincericídio, e eu até concordo com esse termo, mas sou assim e tem o lado bom e ruim, mas fazer o quê? Se eu fosse rico me chamariam de "um cara com temperamento forte", como não sou, me chamam de escroto - risadas -. Povo gosta de ficar fingindo, sendo hipócrita, ainda mais na literatura, povo vai em evento e fica com tapinha nas costas pra depois meter o pau, isso me dá nojo, não consigo ser assim. Talvez eu tivesse que ser, agir como essa gente, pra ser o "queridão", mas se eu sou pelo menos um pouco conhecido é por causa dos meus livros, não pela minha simpatia. Não sou simpático, não sou afável, sei disso, e nunca fiz questão de ser, gosta de mim quem quer.

- Mas muita gente diz que você usou vários pseudônimos para assinar as matérias suas no blog, isso é verdade? Se for, isso contradiz toda essa transparência que você diz ter, pode-se dizer que seja até um ato de covardia.

O povo fala isso mesmo, eu sei, mas até papagaio fala. Mas aí que tá, alguém prova? Quem diz isso é porque não me conhece, ou acha que me conhece. As pessoas com quem me relaciono, que realmente me conhecem, sabem que eu não preciso me esconder pra dizer o que penso. Leia as matérias que eu assinei aqui no blog, sobre o Asgard, o Clube de Autores e qualquer outra, você vai ver se eu me escondo pra dizer o que penso. Por que eu ia me esconder se não inventava nada, se não tava mentindo? Povo disse que ia me processar, mas cadê o processo? Vão processar quem? Eu? O blog? Processa, quem não deve, não teme. O povo fala demais, e pela internet, porque na minha cara nenhum desses zé roelas tem coragem de falar porra nenhuma. Você leu em algum lugar alguém que acusamos nas matérias publicando algum tipo de defesa? Nunca li, ninguém publicou, ninguém tentou se defender, pessoal só ficou de futriquinha pelos cantos, choramingando, bando de bundões. Eu falo o que penso, sem essa de ficar adulando amiguinho, nunca tive que me esconder atrás de pseudônimo, mas respeito quem faz isso, e sei que continuam fazendo, o povo continua escondido, mas metendo o pau. Cada um, cada um, a gente tá numa democracia, age do jeito que dá na telha.

- Seus embates com Valter Tierno e Eddy Khaos vieram a público por causa de algumas matérias que escreveu, eles entraram para a história como alguns dos maiores barracos do meio literário. O que você poderia dizer sobre isso?

Entraram? Não sei. Tem algum prêmio pra isso? - risos -. Eu briguei quando tinha que brigar, e com quem tive que brigar, não fiquei arrumando briga de alegre não. Só que eu não tenho medo de ninguém, muito menos desses dois covardões aí. E era pra ter sido pior, mas não tive a chance de me encontrar com eles na época, os caras ainda saíram no lucro, nem sei do que tanto reclamam, são uns maricas.

- Nunca ficou muito claro, no fundo, o que causou essas brigas entre você e eles?

Se eu te falar que não lembro direito, você acredita? O Eddy Khaos parece que se doeu com alguns textos aqui do blog, não lembro, ele parece que disse que esses textos eram meus e saiu pela internet me chamando de homofóbico e racista. Mandaram print dessa merda toda pra mim, eu publiquei nas matérias do blog. Porra, meu sogro era negro, minha sogra é índia, como eu posso ser racista? Tenho vários amigos negros, como eu sou racista? E homofóbico? Também tenho amigos gays pô. Só que tem uma grande diferença entre ser gay e ser uma bicha louca. O Eddy Khaos é gay? Não sei o que ele faz com a bunda dele pra saber se ele é gay, e mesmo que ele seja eu nunca falei da sexualidade dele. Foda-se se ele é gay. Ele acha que eu sou o único que não gosta dele? Muita gente ri do cara pelas costas, gente da própria editorazinha onde ele trabalhava, só que o otário acha que sou o único no universo que acha ele um merda, é um coitado, um burro... Burro sim, porque inocência tem limite, e faziam ele de otário mesmo, tanto que mandavam matéria sobre ele pra gente publicar. Esse papinho de achar que é criticado por ser isso ou aquilo é coisa de vitimista, de fracassado, o cara nunca aceita que uma crítica é feita por causa do trabalho de merda que ele faz, sempre acha que é criticado pela raça, pela escolha sexual, pela religião ou sei lá porquê... é foda. Odeio quem se faz de coitadinho, de perseguido, de vitimista. No fundo esse cara devia era agradecer eu e o blog pela gente ter alertado ele que faziam ele de otário, mas o cara é burro demais pra entender isso.

- E o Valter Tierno? O que houve?

Vi esse cara uma vez na vida, no lançamento do Asgard, uma antologia que participei. Outro imbecil que é motivo de piada pra muita gente e que acha que eu sou o único que acha ele um bosta. Vi ele no lançamento do Asgard, só, um cara asqueroso, com aquele ar de superioridade, olhava pra gente por cima, como se fosse um Vinícius de Morais ou algum outro escritor importante. Muita gente que tava lá achou a mesma coisa, só que não falam nada, não abertamente. A organizadora do livro teve culpa disso, tratava o cara como se ele fosse a estrela da antologia, tão estrela que escreveu um conto tosco, sem pé nem cabeça, que claramente não pesquisou nada sobre mitologia nórdica pra fazer aquela porcaria de conto. Não sou crítico literário, falo como leitor, e aquilo é chato pra caralho, muito ruim. Eu pesquisei, até comprei livro pra estudar o assunto e escrever um conto decente. Meu conto pode não ser ótimo? Pode, pode ser uma bosta, mas pelo menos eu me empenhei, mostrei interesse, estudei o assunto. Acho que o cara nem tinha lançado livro naquela época, quem era ele? Por que lambiam as bolas do cara? Sujeito arrogante, nojento. Odeio gente que se acha melhor que os outros, espalhou por aí que graças ao conto dele é que a Jambô aceitou publicar o livro, como se o conto de merda dele tivesse carregado o livro nas costas. Será que a Sóira, uma das organizadoras, ficou sabendo disso? Imagina só se eu tivesse espalhado isso, puta que pariu, aí o mundo acabava, mas como foi o Tierno ninguém reclamou... Meu stress com ele foi por causa da mesma coisa do Eddy Khaos, ler texto no blog e falar que era meu, sair falando de mim. Na internet todo mundo é macho, é valente, mas nunca algum deles veio diretamente falar comigo, só ficam choramingando por aí igual tias velhas. Porra, eu não mordo não, apesar da cara - risos -.

- Na antologia Asgard você também teve atritos com a organização, como podemos ver nas matérias que escreveu a respeito. Quer falar sobre isso?

A antologia tinha tudo pra dar certo, os organizadores reuniram um pessoal legal, novo no meio literário, mas a coisa já começou a desandar quando a Sóira censurou algumas ilustrações que fizeram para o livro, dizendo que eram muito erotizadas. Se não me engano teve gente que já abandonou a antologia por aí. O rolo mesmo começou quando o Alfer Medeiros divulgou, nos inbox, a data de lançamento do livro, e a data não era aquela, tava errada, a notícia falsa se espalhou, e a culpa caiu nas costas de quem? Adivinha? Ele sabia que ele tinha feito a merda, mas assumiu? Não, deixou a culpa nas costas do otário do Oscar. Me deu vontade de mandar tudo pra puta que pariu e sair fora, mas o livro já tava praticamente pronto, então deixei quieto. Um dos que na época era amigo meu, o Iam Godoy, nos batizou com um apelido que caiu como uma luva: a gente era “as putinhas de Asgard”, tudo de errado acabava entrando no nosso rabo, no meu, especificamente - gargalhadas -. O Iam era foda, foi um dos que sei lá porquê vestiram alguma carapuça por causa de matéria do blog e parou de falar comigo. Nunca tive nada contra aquele cara, gostava dele pra caralho, dele e da Raven, nunca disse um “a” deles, nunca, mas isso é outra coisa, deixa quieto. Olha, voltando pro assunto, nem sei o que rolou depois, foi um festival de merda. Muito depois do lançamento, como eu não tenho telefone fixo, só celular, e essa Sóira não tinha o número, ela se achou no direito de querer descobrir meu telefone pra me falar umas merdas por causa de críticas que fiz do livro, acho que aqui no blog, não lembro. O que ela fez? Ela foi no meu contrato, pegou meu endereço e deve ter ido na lista telefônica me caçar. Por causa do endereço ela acabou ligando no meu vizinho, olha isso! Eu fui lá, atendi, dei meu celular e ela me ligou no celular, daí o pau quebrou. Ela falou que o livro ia participar de um evento na Alemanha, mas que por minha causa não chamaram, umas viagens do caralho, vai vendo... Mas foda-se também, o livro não ia participar de porra nenhuma não. Mas percebe o tipo de profissionalismo que teve nisso tudo? Pô, caçar meu telefone, usar de dados confidenciais meus do contrato pra isso, ligar no meu vizinho, com quem nem tenho amizade... puta que pariu, só não digo que me arrependi de ter participado daquilo porque o conto que escrevi pra ele acabou dando num livro meu, A Fúria do Tarrasque, que modéstia à parte é muito foda.

- Disseram que até os editores da Jambô tiveram atrito com você. Isso aconteceu?

Atrito mesmo não, só lembro que uma vez, quando eu questionei o motivo de não receber os relatórios de vendas do Asgard, conforme estava no contrato, me mandaram um e-mail meio atravessado falando que se eu tivesse dúvida era pra perguntar pra eles e não ficar falando por aí. Porra, vão se foder! Eu falo onde e quando eu quiser, a obrigação dos caras era manter a gente a par do andamento do livro, tava no contrato. Não era nenhum favor, era obrigação contratual deles. O livro rendeu merreca? Rendeu, rendeu uma merda porque a tiragem foi baixa e tinha trocentos participantes, mas a questão não era o dinheiro, mas sim a atitude dos caras. Ou você é profissional ou não é, independente de valores. A verdade é que essa gentinha do meio literário odeia quem joga no ventilador as merdas que eles fazem, eles gostam que o povo abaixe a cabeça, fique quietinho, engulam a merda toda, porque eles se acham poderosos, intocáveis, porque acham que os escritores tem que idolatrar os caras, mas aqui filho, o negócio é meio diferente e eles aprenderam do pior jeito.

- E como é a sua relação com Sóira, Eddy Khaos e Valter Tierno atualmente?

Relação? Piada né? Não tem relação nenhuma, nunca teve. A Sóira eu não tenho raiva dela não, só acho que na época ela quis dar um passo maior que a perna. Organizar antologia, pelo que falam, dá trabalho pra caramba, e ela se perdeu um pouco, mas foi a primeira experiência dela, então dou um desconto. Já Eddy e Tierno nem sei o que fizeram da vida e nem me interessa saber, principalmente agora que saí fora da literatura, esse meio não me interessa mais e esses dois muito menos, quero mais é que eles se fodam, se é que já não se foderam.

- Mas por que tanto ódio deles se nunca houve relação nenhuma? De onde surgiu? Foi só por causa das histórias que falaram de você nas redes sociais?

Acho que acabei de explicar, né? Você gosta de cutucar... porra, porque falaram muita merda de mim por aí, atrás da tela de um computador. Fiquei sabendo que ficaram me queimando por aí pra editor, jogando sujo, baixo, e isso é coisa de covarde. Fiquei sabendo disso porque uma editora amiga minha me contou, quando foram me queimar pra ela. Não gosto de gente assim, na literatura ou em qualquer outro lugar, é mau-caratismo, mas sinceramente? Seria até covardia bater nuns caras desses... então melhor deixar que sigam na insignificância deles, que se fodam. Depois ainda tenho que ficar pagando indenização pra esses merdas, sustentando vagabundo, eu tenho filhos pra criar... Deixa os caras na deles e eu fico na minha, pronto, morreu o papo. Mas espero honestamente que eles tomem muito no cu ao longo da vida.

- Então rolou ressentimento pelas editoras terem te boicotado depois de eles espalharem os boatos sobre você, de pseudônimos e tal?

Olha, ressentimento é coisa de baitola, eu fui criado como macho, e macho resolve logo as coisas, nem que seja na porrada, pra morrer logo o assunto. Não teve ressentimento não, só acho muita filhadaputagem ficar de fofoquinha com meu nome por aí. A única editora que eu fiquei sabendo que não me queria, por causa das merdas que disseram, era a Literata. Literata  ?- gargalhadas - Meu sonho como escritor era ser publicado pela Literata - gargalhadas -. Ao contrário do que falam por aí teve várias editoras interessadas nos meus livros, mas nenhuma das propostas que elas fizeram era interessante. Na maioria era um tal de pague-publique, e comigo isso não rola. Teve uma que eu quase fechei contrato, tava indo bem, só que quando vi a capa que fizeram pro meu livro eu desisti. Sabe essas capas de livros de meninas? Toda bonitinha, meiguinha, não, não, meus livros não tem esse perfil, então acabei saindo fora. O problema não foi editora querer meus livros ou não, até porque não ia atrás de editora, o que me deixou puto foi a viadagem desses caras, as fofoquinhas. Esse povo fica inventando, querendo me diminuir, parece que falar de mim dá ibope, só pode, acho que a venda dos meus livros prejudica a dos livros deles, sei lá. Quantos desses que ficam de fofoquinha de mim por aí tem treze livros escritos? Povo publica dois, três livros, ainda de favor, lambendo ovo de editor, e se acha o fodão. Posso não tá milionário com meus livros, mas vira e mexe algum deles quase encabeça a lista dos mais vendidos da Amazon. Porra, meus livros devem mesmo ser ruins pra caralho, né? Só ver os números pô. Ah, e outro detalhe: publico meus livros independente, sem ficar sendo capacho de editor nenhum, como o povo por aí é, não devo favor pra filho da puta nenhum, e acho que é isso que incomoda essa gente, não depender deles pra nada, seguir sozinho, sem dar satisfação pra ninguém. Isso incomoda porque se todo escritor fizer isso eles vão ter é que comer capim, a fonte seca, e eles tomam no rabo.

- Mas não é o que dizem por aí. O que dizem é que você se queimou por causa do blog e que depois dele nenhuma editora quis publicar seus livros.

Qual editora rejeitou livro meu? Me diz o nome dela que eu digo se é verdade ou não. Que provem o que dizem, é simples. O único livro que mandei pra editora foi o Prisioneiro da Eternidade, um dos primeiros que escrevi, há trocentos anos atrás, acho que foi em 2010, nem lembro, depois dele mandei esse do "capinha de menina", mas eu que saí fora. Nunca levei "não" de editora até porque nunca procurei nenhuma. Não sei porquê essa gente se importa tanto comigo, me deixem em paz pô, cuidem da vidinha de merda de vocês, me esqueçam.

- Por que você acha que as pessoas atribuíram a você todos aqueles pseudônimos, te dando tanta dor de cabeça? Por que cismaram com você? Na entrevista com a Astrid ela disse que utilizou esse artifício para não se prejudicar, você acha que deveria ter feito a mesma coisa?

Eu li a entrevista dela e concordo com o que ela disse. Se eu tivesse usado um nome falso desde o começo, sem ter assinado nenhuma matéria minha, nunca saberiam que eu participava do blog, muito menos que eu fui um dos criadores dele, teria sido bem mais simples, mas fui burro, confesso que fui. Por que ficavam me enchendo o saco e falando de mim? Porque eu dava atenção, retrucava, escrevia "textão", ficava batendo palminha pro macaco pular e o macaco só pula enquanto tem quem bata palmas. Quando parei de bater palminha a macacada se calou, ficou sem ter pra onde correr. Como a Astrid mesma falou: muita gente procurava o blog com textos, querendo publicar, denunciar, mas assinando com nomes falsos. Essa gente pensa do mesmo jeito que eu, tanto que tenho contato com elas até hoje. Sei quem são, conheço o dono de cada um dos tais pseudônimos, alguns até assumiram o litfan depois de mim, só que eles não se identificaram, beleza, ok, eu respeito, eu que fui burro de não ter feito o mesmo, mas já era, que se foda. Só que se o povo prefere achar que eu escrevi tudo, que fiquem achando. O que vou fazer? Espernear pra que acreditem em mim? Na boa, fodam-se.

- Em algum momento, como quando caíram de pau no blog e em quem escrevia pra ele, você chegou a se arrepender de tê-lo criado?

Não diria me arrepender, mas teria feito algumas coisas um pouco diferentes pra evitar algumas situações.

- Tipo o quê?

Ter deixado que o pessoal publicasse matérias no blog sem se identificar. Escreveram muita coisa escrota, pessoal, muita merda, mas sem peito pra dar a cara à tapa. Foram lá, vomitaram, cagaram, e deixaram o nosso na reta, ainda saíram rindo. Até hoje perambulam na panelinha, andam no meio de quem eles cagaram na cara, e ninguém desconfia, nunca tiveram culhões para assumir o que escreveram.

- E evitar que tipo de situações?

Perder amizades por besteira, teve gente que vestiu carapuça sem ter nada a ver. Acreditaram em merdas, acreditaram quando disseram que os pseudônimos eram meus e hoje tomam cerveja com quem falou até da mãe deles, enquanto eu fiquei sendo o escroto da história toda.

- Nunca te deu vontade de contar, em uma matéria, quem são os donos dos pseudônimos?

Caguetar quem escreveu pro blog? Não, eu não sou traíra. Posso ser meio doido, boca suja, mas tenho caráter. Cada um que conviva com a própria consciência. Só que se fosse hoje eu não deixaria que publicassem aquelas matérias, não sem mostrarem a cara, como eu fazia.

- Por quê? Essas matérias te prejudicaram?

Não me prejudicaram a nível profissional, já disse isso, mas sim a nível pessoal. Como eu falei: o efeito carapuça foi foda, gente que não tinha nada a ver com as matérias acabou se doendo ou tomou as dores de amiguinhos e por causa da história de acharem que as matérias eram minhas acharam que eu era um filho da puta falso. Eu concordo com eles, quem age desse jeito é falso mesmo e merece uns tapas na cara. Daí ficou um diz que me diz do caralho e o povo foi me excluindo das redes sociais, ficaram falando merda de mim pra cima e pra baixo e ficaram me boicotando. Alguém veio me perguntar alguma coisa? Não. Agora, me fala: por que eu ia falar mal de quem me apoiava, me dava força pra continuar dentro do meio? Eu sou algum idiota, eu sou louco? Isso não tem lógica, mas como vou enfiar isso na cabeça de alguém? Mas isso foi até bom, assim eu vi quem era mesmo meu amigo e quem não era. Como eu já falei: quem me conhece sabe como eu sou, e me esconder não faz parte do meu caráter. Mas, é foda, que acreditem no que quiserem, paciência.

- Mudando um pouco de assunto, ok? Uma vez você retirou seus livros do Clube de Autores, por causa de problemas com direitos autorais, mas recentemente colocou de volta no site. O que te fez voltar atrás?

Os leitores que pediam meus livros em formato físico. Muita gente não gosta de e-book, eu mesmo não gosto. Fui atrás de outros sites de autopublicação, mas ainda acho que nesse sentido o Clube é o melhor deles, prefiro trabalhar com eles. Então coloquei meus livros lá, e os e-books deixei na Amazon.

- Mas como foi aquela história de problemas com direitos autorais? Teve mesmo algum tipo de violação?

Na matéria que publiquei no blog sobre o assunto eu já expliquei o que aconteceu. No final, pra mim, tudo não passou de sacanagem, mas já é passado, o livro é um dos mais vendidos tanto no físico como no e-book, quem quis me ferrar acabou de algum jeito me ajudando. A vida é engraçada.

- Como você vê o atual cenário da literatura fantástica nacional? Chicklit, youtubers, terrir, etc?

Não sei, eu deixei o meio literário, ele não me interessa mais, só posso te dizer que nunca li nenhuma dessas merdas.

- Vai ter gente dizendo que você abandonou a literatura por seus livros serem um fracasso, você sabe disso.

Sempre tem alguém falando alguma coisa. O povo fala o que quer, a gente tá numa democracia. Eu também falo o que quero, mas mostro a cara, ao contrário dos bundões que tem por aí. Se meus livros são ou não um fracasso isso é problema de quem? Publiquei meus livros com o dinheiro deles? Devo alguma coisa pra eles? Não né? Então eles que cuidem dos dois ou três livros deles, dos meus treze cuido eu. Se são bons ou ruins é um problema meu, só sei que escrevi o que quis, quando quis e como quis. Ponto final.

- Você tem acompanhado nosso blog ultimamente? O que acha da atual administração do blog que, afinal de contas, você é um dos criadores?

Confesso que fazia tempo que não lia nada daqui, vim outro dia por causa de uns barracos com umas escritoras esquisitas que perambulam por aí, depois por causa da entrevista da Astrid, mas tô mesmo por fora. Não sei quem anda fazendo cagada e merece ser detonado por aqui, e nem quero saber. Sobre a administração: se vocês se dedicam a criticar trabalhos mal feitos e denunciar a picaretagem do meio literário, tá beleza. Esse é o objetivo do blog.

- Tem gente por aí dizendo que estamos fazendo uma péssima administração e que a qualidade do que tem sido publicado deixa muito a desejar, principalmente se comparado ao que era na sua época.

Quem tá falando isso?

- Não sabemos, o “crítico de blog”, “mestre literário”, não se identifica. Diz ser um ex-integrante do blog, mas achamos que é mentira. Mas parece ter sido fogo de palha, criou um blog escroto aí, com meia-dúzia de textos, sem relevância nenhuma, e já sossegou o rabo.

Se não se identifica, que se foda. Vão ficar dando atenção pra fofoquinha? Quando eu era do blog a gente recebia uma tonelada de comentário merda de gente sem coragem de se identificar, chegou uma hora que tivemos que começar a moderar. Povo é escroto. Façam o trabalho de vocês e que se foda o resto, deixa eles falarem.

- Como essa pessoa se identificou como ex-integrante do blog chegamos a levar a opinião em consideração.

Se tivesse mesmo feito parte de alguma equipe do litfan já teria vindo falar comigo e falado que vocês estavam fazendo merda. Como não veio, deve ser algum mentiroso querendo atenção.

- Podemos ter a esperança de algum dia você voltar a escrever aqui para o Literatura Fantástica Brasileira?

Não. Nem estou escrevendo mais, não quero mais me meter com a patifaria do meio literário. Deixo isso por conta de vocês, minha cota já deu.

- E a carreira literária? Os fãs deverão mesmo se contentar com seus treze livros? Não lançará mais nada?

Como já disse em outras entrevistas: inspiração aparece do nada, comigo sempre foi assim, ela apareceu quando eu menos esperava. No momento, pra mim, dei minha carreira por encerrada, mas quem pode prever o futuro? Pra mim acabou, mas se é pra sempre? Não sei...

- Gostaria de deixar alguma mensagem aos nossos leitores?

Escreva aquilo que gosta, não aquilo que os outros querem que você escreva, só se o seu objetivo for ser apenas mais um escritor, como outro qualquer. Você pode até ganhar algum dinheiro fazendo o que os outros querem, mas no futuro vai olhar pra traz e ficar orgulhoso? Vai ficar feliz com o livro que escreveu? Ele pode até ser uma merda, escroto, mas saiu do jeito que você queria, como você acredita. Enquanto escrevi fiz assim, mas cada um faz o que quer, é apenas uma opinião minha.

- Como os leitores entram em contato com você?

Pode ser pelo meu blog, o Prisioneiro da Eternidade, ou pela minha Página Oficial. Ainda tem meu perfil no Facebook também, é só adicionar lá.

- Agradecemos por nos conceder a entrevista e lhe desejamos muito sucesso.

Obrigado, desejo o mesmo pra vocês. Força e honra!

Entre em contato: litfanbr@gmail.com

Oscar Mendes Filho
Oscar Mendes Filho, um dos criadores do LitFanBR


11 comentários:

  1. Eu sigo o Oscar há muito tempo no meio literário e não fazia a menor ideia da historia da antologia, da editora,dos relatórios, dos lançamentos, nem das ligações pros vizinhos hauahauahauaha
    Gente, não é a toa que ele tinha tanta coisa pra falar.

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  2. Tá aí um cara que tem todo o meu respeito!

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  3. No meio de tanta merda dentro da literatura ainda encontramos quem vale a pena aplaudir.
    Mas isso é uma faca de dois gumes: as editoras acabam tendo medo de trabalhar com quem não tem papas na lingua, e o público acaba perdendo a oportunidade de conhecer ótimos livros por causa disso.

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  4. Capitão Nascimento28 de junho de 2016 00:03

    Que se fodam os fracos e os corruptos, kkkkkkkkkkkkkkkkkk.

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  5. Quanto mais descubro sobre os bastidores da literatura mais enojada eu fico.

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  6. Eddy Khaos agora ensina menores carentes a desenhar (pelo menos ele se conscientizou que não escreve porra nenhuma), Walter Tierno se juntou à Giulia Moon e agora ensina jovens a escrever (do alto dos seus dois livros toscos publicados), Soira Celestino distribui amor e compaixão pelas redes sociais, pelo menos parou de escrever.
    Pois é, dá pra dizer que dentre tantos desafetos o Oscar foi o que se deu melhor na vida, com treze livros e aposentando-se no auge, como todo jogador de futebol costuma fazer.

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  7. Se mais gente tivesse o talento, a decência e a coragem desse cara acho que a situação da literatura seria bem melhor.
    É uma pena ter pendurado as chuteiras...

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  8. O Oscar e toda a equipe do LitFan fizeram um importante trabalho, alertando-nos sobre as armadilhas que poderíamos enfrentar. Amadurecemos com eles... Admiro o entrevistado por seu caráter e franqueza.

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  9. Já era fã do Oscar só pelos livros que ele escreveu, agora conhecendo essas histórias dele, o caráter, a coragem, sou mais fã ainda.
    Mas não acredito que ele se aposente, o cara escreve bem pra caramba!

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  10. Simplesmente disse tudo o que penso e mais um pouco. Obrigada Oscar por ser verdadeiro. Adorei a entrevista,

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